Após decisão da Justiça, Casas Bahia deve readmitir 130 trabalhadores em MS, diz sindicato

Unidade das Casas Bahia fechada em Ponta Porã Reprodução/Redes sociais O Grupo Casas Bahia pode ter de restabelecer provisoriamente os contratos de aproximad...

Após decisão da Justiça, Casas Bahia deve readmitir 130 trabalhadores em MS, diz sindicato
Após decisão da Justiça, Casas Bahia deve readmitir 130 trabalhadores em MS, diz sindicato (Foto: Reprodução)

Unidade das Casas Bahia fechada em Ponta Porã Reprodução/Redes sociais O Grupo Casas Bahia pode ter de restabelecer provisoriamente os contratos de aproximadamente 130 trabalhadores demitidos das lojas em Mato Grosso do Sul, após determinação da Justiça do Trabalho de Brasília. O número de funcionários demitidos pela empresa no estado foi divulgado pelo Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Grande (SECCG). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Em Mato Grosso do Sul, segundo o sindicato, foram encerradas sete unidades: duas em Dourados e uma em Ponta Porã, Naviraí, Nova Andradina, Três Lagoas e Campo Grande. Ainda conforme o SECCG, entre os trabalhadores atingidos, alguns foram demitidos apenas verbalmente, sem a apresentação de qualquer documento, ficando sem orientação sobre os próprios direitos. O g1 entrou em contato com a assessoria do Grupo Casas Bahia para informações a cerca dos funcionários de Mato Grosso do Sul, mas não teve retorno até a publicação desta reportagem. Determinação da Justiça A decisão determina que o grupo restabeleça provisoriamente os contratos dos trabalhadores demitidos durante a nova rodada de cortes realizada em agosto e suspenda os efeitos das dispensas coletivas promovidas no âmbito da chamada "Fase 2" do Plano de Transformação da companhia. A liminar foi concedida na noite de terça-feira (18) pela juíza Katarina Roberta Mousinho de Matos, da 11ª Vara do Trabalho de Brasília, em ação proposta pela Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC). Agora no g1 A magistrada ressaltou que a decisão tem caráter provisório e foi tomada com base em uma análise inicial do caso, sem representar julgamento definitivo sobre a validade dos desligamentos. Além de determinar o restabelecimento temporário dos vínculos empregatícios, a juíza proibiu a empresa de promover novas demissões coletivas ligadas à reestruturação sem a prévia intervenção das entidades sindicais. A empresa terá cinco dias, contados a partir da intimação, para restabelecer provisoriamente os vínculos dos trabalhadores abrangidos pelas dispensas realizadas nos dias 13 e 14 de agosto, bem como pelos desligamentos ocorridos até 17 de agosto que integrem a mesma operação coletiva. Planos de saúde e demais benefícios assistenciais eventualmente cancelados em razão das demissões também deverão ser reativados em até 48 horas Recuperação judicial A decisão ocorre em meio ao agravamento da crise financeira da varejista. No dia 16 de agosto, o Grupo Casas Bahia havia pedido recuperação judicial para renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas e manter as operações. O número de trabalhadores abrangidos pela decisão ainda não está totalmente definido. A CNTC afirma que cerca de 1,9 mil funcionários foram demitidos nos dias 13 e 14 de agosto. A própria Casas Bahia, porém, informou no pedido de recuperação judicial que aproximadamente 3 mil trabalhadores foram desligados nesta nova etapa da reestruturação. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul: