Fluminense precisa quebrar marca inédita para seguir vivo na Libertadores
Tricolor Carioca entra em campo nesta terça-feira (19) para encarar o Bolívar, no Maracanã e tem sério problema para resolver no elenco Nesta terça-feira (...
Tricolor Carioca entra em campo nesta terça-feira (19) para encarar o Bolívar, no Maracanã e tem sério problema para resolver no elenco
Nesta terça-feira (19), o Fluminense entra em campo para sua primeira “decisão” na Libertadores enfrentando um paradoxo incômodo. Embora tenha se estabelecido em 2026 como uma equipe de grande controle de posse e criação, o time sofre com a falta de pontaria. Para avançar, o Tricolor precisará superar seu maior gargalo na temporada: a dificuldade em traduzir a superioridade tática em gols no placar.
O cenário para o Time de Guerreiros é de “tudo ou nada”. Se quiser depender apenas de suas próprias forças na última rodada, terá que aplicar uma goleada de 3 a 0 (ou mais) sobre o Bolívar. O complicador é que tal dominância no placar é algo inédito para a equipe neste ano, desafiando a lógica do que o time apresentou até agora.
O “pecado” tricolor em 2026 está documentado pela apuração do portal Lance! e do Sofascore. Fora o Estadual, a média de 1,4 gol por jogo (31 gols em 22 jogos) mascara uma realidade preocupante.
Números do Tricolor em detalhes
Apesar de produzir um volume ofensivo de respeito, com 51 grandes chances criadas, o Fluminense falha no momento crucial. Ao desperdiçar 29 dessas oportunidades, a equipe mantém a marca negativa de perder praticamente uma chance clara de gol a cada apresentação.
O histórico recente ilustra bem esse desperdício. Diante do Bahia, o empate por 1 a 1 puniu uma equipe que criou cinco grandes chances, mas falhou em quatro conclusões claras. Contra o Internacional, o roteiro se repetiu: derrota por 2 a 0 após desperdiçar três chances cara a cara.
John Kennedy é a esperança de gols do Flu – Foto: Jorge Rodrigues/AGIFNem mesmo a classificação na Copa do Brasil contra o Operário escapou da sina; as três oportunidades perdidas resultaram em um Maracanã sob vaias, evidenciando a insatisfação da torcida com o desempenho ofensivo.
Até nas vitórias o Flu tem problemas no ataque

Nem as vitórias escondem o gargalo ofensivo da equipe. O Fluminense é um time que “mói” o adversário com controle e volume, mas sofre para construir resultados confortáveis. Os números comprovam a agressividade: são 15 arremates por jogo e uma média de seis finalizações certas. Para um time que ocupa tanto o terço final do campo, o desafio não é mais criar, mas sim transformar a estatística em bola na rede.