Polícia mira suspeitos de induzir menina de 13 anos ao suicídio durante 'live' em rede social

⚠️Aviso ao leitor: esta reportagem trata de suicídio e de violência contra uma adolescente. O conteúdo pode ser sensível. Agora no g1 Policiais civis de...

Polícia mira suspeitos de induzir menina de 13 anos ao suicídio durante 'live' em rede social
Polícia mira suspeitos de induzir menina de 13 anos ao suicídio durante 'live' em rede social (Foto: Reprodução)

⚠️Aviso ao leitor: esta reportagem trata de suicídio e de violência contra uma adolescente. O conteúdo pode ser sensível. Agora no g1 Policiais civis deflagraram nesta terça-feira (4) uma operação contra suspeitos de envolvimento com o suicídio de uma menina de 13 anos no mês passado, e que foi transmitido ao vivo em uma rede social. A menina era moradora da cidade de Naviraí, em Mato Grosso do Sul. Ela tirou a vida na casa onde morava com a família e tudo foi transmitido em uma “live” na rede social Discord. O caso é investigado pela Polícia Civil do MS. Entre os presos na operação estão cinco adolescentes, de idades entre 13 e 17 anos, e um homem de 18 anos. Todos os mandados de prisão e apreensão foram cumpridos. O chefe do grupo criminoso é um menino de 14 anos, que foi apreendido no Rio. Os mandados foram cumpridos em cinco estados: Ceará, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará e Rio de Janeiro. Os suspeitos são investigados por homicídio qualificado e organização criminosa. Cumprimento de mandados durante operação 'Lívia' Reprodução/PF Itens apreendidos durante operação 'Lívia', da PF Reprodução/PF Os alvos são suspeitos de induzir, coagir e ameaçar a menina para que cometesse automutilação e suicídio. A investigação contou com o apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. Pessoas com conhecimento da investigação informaram que, durante a mesma “live”, uma outra adolescente teria sido induzida pelos participantes à automutilação e ao suicídio, mas abandonou a transmissão. E que outros crimes são investigados, entre eles maus-tratos contra um animal. O secretário de Direitos Digitais do Ministério da Justiça informou que a pasta vai enviar enviar à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) um pedido de investigação contra o Discord e o Telegram por conta da morte da adolescente. A suspeita é que as plataformas têm apresentado uma falha sistêmica no cumprimento das leis recentes que regulamentam o ambiente digital. A pena varia de multa até impedimento de operar no Brasil. Como buscar ajuda Para quem precisa de apoio emocional, além de acionar a rede de apoio, o acolhimento inicial pode ser feito através do número 188, o número do Centro de Valorização da Vida (CVV), que é válido em todo território nacional e é gratuito. Além disso, o site Mapa da Saúde Mental pode ser utilizado para encontrar um serviço mais próximo, trazendo informações sobre acolhimentos gratuitos ou de baixo custo. O Sistema Único de Saúde (SUS) promove a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) através dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) que fazem o acolhimento para quem precisar sem necessidade de agendamento. Os serviços de atenção básica, conhecidos como postinhos de saúde, também podem realizar consultas com enfermeiras, promovendo um acolhimento inicial no momento de sofrimento. Há ainda instituições sem fins lucrativos que oferecem apoio e informação: Centro de Valorização da Vida Associação Brasileira dos sobreviventes Enlutados por Suicídio Instituto Vita Alere Rede Pode Falar (para jovens de 13 a 24 anos) Instituto Bia Dote