Vídeo mostra dona de hotel para pets agredindo cão hospedado no local; caso vai ao MP

Vídeo mostra dona de hotel para pets agredindo cão hospedado no local; caso vai ao MP A dona de um hotel para pets em Bonito (MS) foi filmada atingindo vária...

Vídeo mostra dona de hotel para pets agredindo cão hospedado no local; caso vai ao MP
Vídeo mostra dona de hotel para pets agredindo cão hospedado no local; caso vai ao MP (Foto: Reprodução)

Vídeo mostra dona de hotel para pets agredindo cão hospedado no local; caso vai ao MP A dona de um hotel para pets em Bonito (MS) foi filmada atingindo várias vezes Ravi, um pastor-australiano de pouco mais de 1 ano que estava hospedado no estabelecimento. O vídeo, divulgado pelo tutor, passou de 1 milhão de visualizações e o caso foi encaminhado ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). Neste domingo (4), Vincent Lacerda voltou às redes sociais e contestou a versão apresentada pela proprietária sobre o que aconteceu. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp A dona do hotel afirma que atingiu Ravi ao tentar separá-lo de outro cachorro, um yorkshire chamado Kowalski, que morreu durante o episódio. Após o caso vir a público, ela publicou um vídeo nas próprias redes sociais, disse que agiu no desespero para salvar o outro animal e negou a intenção de cometer maus-tratos. Veja o posicionamento dela na íntegra no fim da reportagem. Vincent afirma que Ravi nunca havia apresentado comportamento agressivo e questiona pontos do relato da proprietária, entre eles as circunstâncias da morte de Kowalski. O tutor também diz que não foi comunicado pelo estabelecimento sobre o ocorrido. Caso foi encaminhado ao MP Segundo a Polícia Civil, a ocorrência foi registrada na Delegacia de Bonito na sexta-feira (3), após a Polícia Militar Ambiental receber denúncias e um vídeo em que uma mulher aparece agredindo um cachorro dentro de um estabelecimento para hospedagem de animais. O caso foi registrado inicialmente como maus-tratos. A mulher que aparece nas imagens foi identificada e levada à delegacia para prestar esclarecimentos. Ela relatou aos policiais que tentava separar uma briga entre Ravi e Kowalski e que o cachorro de menor porte morreu durante o episódio. Após analisar as imagens e as circunstâncias do caso, o delegado responsável entendeu que a mulher agiu para separar os animais e evitar que o yorkshire continuasse sendo atacado. Conforme a Polícia Civil, naquele momento, não foram identificados elementos que configurassem o crime de maus-tratos. Por isso, ela não foi presa. O delegado registrou o entendimento em um despacho e encaminhou o caso ao Ministério Público, que poderá analisar os elementos apresentados e tomar as medidas que considerar cabíveis. Ravi foi agredido em hotel para pets Reprodução Tutor diz que soube do caso pelo vídeo Vincent contou que se mudou para Niterói (RJ) há menos de um mês e deixou Ravi no hotel enquanto organizava os documentos e a viagem para levar o cachorro. Segundo ele, o animal frequentava o estabelecimento desde os três meses de idade. O tutor afirma que, durante todo esse período, nunca recebeu relatos de comportamento agressivo de Ravi. Segundo Vincent, o cachorro também é acompanhado por profissionais desde filhote e passou por adestramento. Vincent disse que não recebeu qualquer aviso do hotel sobre o episódio. Ele soube do que havia acontecido à noite, quando pessoas que sabiam que Ravi estava hospedado no estabelecimento começaram a enviar o vídeo. Ao reconhecer o cachorro nas imagens, pediu que uma pessoa de confiança fosse buscá-lo e o levasse para atendimento veterinário. Segundo o tutor, Ravi estava assustado e apresentava um comportamento diferente do habitual. Em uma nova publicação neste domingo, Vincent também afirmou que Ravi estava com fome, sede e sujo quando deixou o hotel. Segundo ele, o cachorro foi medicado e passa bem. Tutor questiona versão sobre morte de outro cão No vídeo publicado neste domingo, Vincent contestou pontos da versão apresentada pela dona do estabelecimento. A proprietária afirma que estava em uma festividade no centro da cidade quando recebeu uma ligação da filha, que estava no hotel, dizendo que Ravi havia pegado Kowalski e não o soltava. Ela também diz que não conseguiu fazer Ravi obedecer porque o cachorro só responderia a comandos em alemão. Vincent questiona essa versão porque, segundo ele, Ravi frequentava a creche do próprio estabelecimento desde os três meses de idade e a proprietária conhecia o cachorro e os comandos usados com ele. O tutor também questiona as circunstâncias da morte de Kowalski. Segundo Vincent, Ravi não tinha marcas de sangue quando foi retirado do hotel. Ele também cita imagens feitas após o episódio nas quais Ravi aparece próximo ao outro cachorro. “Como que é possível um cachorro agredir outro e chegar em tal fatalidade sem nada? Os horários não batem, o relato do outro lado tá cheio de brecha”, disse. Vincent ainda questionou a estrutura do estabelecimento para lidar com uma emergência envolvendo os animais hospedados. “Hotel é pago, o mínimo que a gente espera é segurança”, afirmou. O tutor disse que espera que a investigação esclareça o que aconteceu e afirmou que seguirá acompanhando o caso. “O Ravi teve sorte. O que a gente sabe são esses fatos que eu trouxe aqui. E eu vou até o fim para saber o que aconteceu.” Segundo Vincent, Ravi deve ser levado para Niterói nesta semana. O que diz a dona do hotel Após o caso ser divulgado pelo tutor de Ravi e ganhar repercussão nas redes sociais, Ana Carla, proprietária do Hotelzinho Peludos Resort, publicou um vídeo em seu perfil aberto para apresentar a versão dela sobre o episódio. Veja abaixo a manifestação publicada por Ana Carla na íntegra: “Olá a todos, bom dia. Meu nome é Ana Carla, eu sou proprietária do Hotelzinho Peludos Resort. Eu vim me manifestar em relação ao vídeo que tá correndo nas redes sociais, aonde as pessoas relatam e atacam como mau trato o ocorrido de ontem. Eu tava numa festividade no centro da cidade, que a minha filha tava acompanhando os pets aqui no hotelzinho, e ela me ligou imediatamente, falou: ‘Mãe, corre que o Ravi pegou o Kowalski, porque ele não tá soltando.’ Eu vim imediatamente para cá. Diante de toda a situação, no ato de desespero, eu acabei dando uns tapa no Ravi, sim, no dorso, mas não foi intenção nenhuma de mau trato ou de ódio gratuito. Era na intenção mesmo de salvar o Kowalski, porque ele não tava soltando. O Ravi, ele é um cachorro que ele só aceita os comandos em alemão, e eu não consegui fazer ele soltar, eu não consegui. E o Kowalski veio a óbito. Não teve o que eu fazer, eu tentei de todas as formas reanimar ele e tentei, sabe? Não, não, não consegui, não consegui. E eu quero me colocar à disposição de quem tiver alguma dúvida, por favor, entre em contato, não fica disseminando ódio gratuito. Tenha conhecimento dos fatos, do que realmente aconteceu. Eu já fui na delegacia, já prestei esse depoimento, a minha filha vai na segunda-feira prestar depoimento. Foi disponibilizado as filmagens, passei tudo pro delegado, ele já me ouviu. E eu peço desculpa e tô à disposição, tô à disposição da polícia, tô à disposição de qualquer pessoa que quiser saber a verdade.” Cachorro foi agredido em hotel para pets Reprodução Veja mais vídeos do Mato Grosso do Sul